ementas
Moksha e Liberdade no Vedanta
Professor: Rodrigo Gomes Ferreira – http://lattes.cnpq.br/3415912878388175
Vedanta é tradição de conhecimento com início na literatura sânscrita
das upanishad, delineando-se com o texto brahmasutra e se consolidando
com outras obras posteriores. Focando-se no pensamento sobre a
realidade última, em diferentes vertentes apresenta divergências sobre
a relação ou identidade com do ser individual e a realidade última do
universo. Uma das grandes vertentes, chamada Advaita (não-dual)m
consolidou-se com a obras de Adi Shankaracharya, em textos próprios e
comentários sobre obras canônicas da disciplina. Adi Shankaracharya
defende a identidade total entre o ser individual e o universal como
sendo a mesma realidade fundamentalmente, livre de limitações. A visão
geral de Advaita Vedanta pode ser estudada com textos de Shankara como
tattvabodhaH, dRk dRshya vivekaH, aatmabodhaH e também com seus
comentários das upanishad, brahmasutra e bhagavad-giitaa.
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Liberdade e Nirvana no Budismo
Professor: Vinícius Brand – http://lattes.cnpq.br/3044619790856459
Dentro de uma perspectiva budista, o que é o karma? O que é nirvana? É o nirvana uma libertação do karma? Qual o conceito de liberdade para os budistas? É o propósito do budismo a Liberdade? É possível ao ser humano ser livre, segundo uma perspectiva budista?
Dentro do curso “Filosofias da Liberdade” será explorado o conceito de “Liberdade” dentro de uma perspectiva budista. Estudaremos o conceito de karma, a origem interdependente, as quatro nobres verdades e o caminho óctuplo do buda. Haverá uma apresentação das principais vertentes budistas da atualidade e suas principais características. No fim haverá um estudo sobre a teoria e prática do budismo zen e do budismo theravada.
Referências:
Budismo: Psicologia do Autoconhecimento. Dr. Georges da Silva e Rita Homenko. Ed. Pensamento
Textos dos sutras buddhistas (tripitaka), disponíveis no site Acesso ao Insight (portugues: http://www.acessoaoinsight.net/ , inglês: http://www.accesstoinsight.org/ )
The Tree of Enlightenment – Peter Della Santina – disponível em http://www.buddhanet.net/pdf_file/tree-enlightenment.pdf
Moon in a Dewdrop: Writings of Zen Master Dogen. North Point Press, New York
Práticas de Sabedoria – Seguindo o Caminho de Buda. Dalai Lama, Ed. Nova Era
A Essência do Sutra do Coração. Dalai Lama, Ed. Gaia
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A Liberdade na Antiguidade Clássica
Professor: Alessandro Rolim de Moura – http://lattes.cnpq.br/4938628531929137
1. Visões da liberdade na filosofia grega.
2. O estoicismo: a liberdade em Sêneca.
Texto principal a ser estudado:
Cartas a Lucílio, de Sêneca.
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Romantismo e Idealismo Alemão
Professor: Jair Barboza – http://lattes.cnpq.br/4763483689817297
Alma cósmica, organismo e imaginação, ou, como a filosofia-da-natureza de Schelling encontrou a poesia-fragmento e Novalis. Em torno do romantismo filosófico alemão.
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A Liberdade em Marx
Professor: Pedro Leão da Costa Neto – http://lattes.cnpq.br/8913925209981626
O Módulo pretende discutir o projeto emancipatório de Marx, partindo de uma análise dos conceitos de Alienação e Fetichismo na obra de Marx.
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Liberdade e Necessidade em Schopenhauer
Professor: Jorge Brand (Goura Nataraj) – http://lattes.cnpq.br/6022833474032703
Através da leitura de textos do ‘Mundo Como Vontade e Como Representação’ buscaremos uma reflexão sobre o entendimento de Schopenhauer sobre a difícil questão da liberdade da vontade num mundo onde tudo é predestinado pela necessidade.
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Uma Concepção de Liberdade a partir do Pensamento de Friedrich Wilhelm Nietzsche (1844-1900)
Professor: Max de Filippis Resende – http://lattes.cnpq.br/9826453005942982
Quando se fala de uma compreensão da liberdade no pensamento nietzscheano logo vem à tona o seu conceito de “espírito livre”, mas que permanece velado e obscurecido pelas mais diversas interpretações a respeito do autor. Para uma melhor investigação da concepção deste espírito livre recorreremos ao prefácio feito por Nietzsche, em 1886, para o seu livro “Humano, Demasiado Humano”, que apresenta o subtítulo: “um livro para espíritos livres”, sendo, não por acaso, o livro em que aparece pela primeira vez tal conceito. Neste prefácio detectamos inúmeras referências a outros livros e a diversas outras elaborações do pensamento do filósofo, as quais nos proporemos também a interpretar; sendo curioso apontarmos para a afirmação de Nietzsche inclusive de que “(…) não existem esses ‘espíritos livres’, nunca existiram”[1].
A partir dos apontamentos do texto, podemos dizer que a liberdade numa concepção nietzscheana deve ser pensada a partir de suas críticas à concepção do sujeito moderno, dentro de sua elaborada compreensão de corpo e na obediência da razão a este. Portanto, a liberdade deve aqui ser pensada como essa sujeição da vontade ao seu impulso próprio de constituição (a vontade de poder), e não como uma clássica concepção de recusa, de freio racional do fluxo fenomênico. O corpo sendo o ponto de geração das perspectivas da existência descortina ao homem as configurações possíveis de seu mundo. O homem que se compreende, então, como a pequena razão dessa maior também se percebe como criador e desdobrador de perspectivas no conhecimento – “Instrumento de teu corpo é, também, a tua pequena razão, meu irmão, à qual chamas ‘espírito’, pequeno instrumento e brinquedo da tua grande razão.”[2]. A liberdade só é alcançada neste seguir do fluxo realizador da vida enquanto “O mundo como uma obra de arte que gera a si mesma – –”[3], e, portanto, só é livre aquele que atinge esse grau de artista, de criador, pois:
“(…) sabem muito bem que justamente quando nada mais realizaram de ‘arbitrário’, e sim tudo necessário, atinge o apogeu sua sensação da liberdade, sutileza e pleno poder, de colocar, dispor e modelar criativamente – em suma, que só então necessidade e ‘livre arbítrio’ se tornam unidos neles.”[4].
Ainda, em uma contraposição à famosa “dialética do senhor e do escravo” de Hegel, este artista-criador é aquele que é senhor de si, um homem nobre. É o homem forte dominador e configurador de seus instintos, mas não de uma forma racional-ideal como na tradição, e sim como senhor-realizador do poder de uma vontade que eternamente retorna sobre si mesma neste homem ao configurar seu próprio caráter de ser através da perspectivação de valores no conhecimento – “Em lugar de teoria do conhecimento, uma doutrina perspectivística dos afetos”[5]. Por que, afinal, “… moral, entenda-se, como a teoria das relações de dominação sob as quais se origina o fenômeno ‘vida’.”[6]; que, realizando-se através de sua vontade no homem, torna este livre em sua ação-criadora.
Referências Bibliográficas
NIETZSCHE, F. W.. Humano, Demasiado Humano: um livro para espíritos livres. 4. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.
_____. A gaia ciência. 3. ed. Rio de Janeiro: Ediouro, s.d..
_____. Assim falou Zaratustra: um livro para todos e para ninguém. 12. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003.
_____. Além do bem e do mal: prelúdio a uma filosofia do futuro. 2. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.
_____. Genealogia da moral: uma polêmica. 1. Reimpressão. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.
_____. Crepúsculo dos ídolos: ou como filosofar com o martelo. 3. ed. Rio de Janeiro: Ediouro, s.d..
_____. A Vontade de Poder. Rio de Janeiro : Contraponto, 2008.
FINK, Eugen. A Filosofia de Nietzsche – Lisboa : Editorial Presença, Lda., 1988.
FOGEL, Gilvan. Conhecer é criar: um ensaio a partir de F. Nietzsche – São Paulo : Discurso Editorial; Ijuí : Editora UNIJUÍ, 2003.
KLOSSOWSKI, Pierre. Nietzsche e o círculo vicioso – Rio de Janeiro : Pazulin, 2000.
LEBRUN, G. (org.). Nietzsche: Obras incompletas. 2. ed. São Paulo: Abril Cultural, 1978. Os Pensadores.
MOURA, Carlos Alberto Ribeiro de. Nietzsche: civilização e cultura – São Paulo : Martins Fontes, 2005. – (Coleção Tópicos).
[1] NIETZSCHE, F. W.. Humano, Demasiado Humano, Prefácio de 1886, §2.
[2] Idem. Assim Falou Zaratustra, in. Dos desprezadores do corpo. p. 60.
[3] Idem. A Vontade de Poder, §796.
[4] Idem. Além do Bem e do Mal, § 213.
[5] Idem. KGW, VIII-2, p.6, (A Vontade de Poder, § 462).
[6] Idem. Além do Bem e do Mal, § 19.
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Jung e o Processo de Individuação
Professor: Marcos Elias – http://lattes.cnpq.br/4694403580199194
Estudaremos na obra de Carl Gustav Jung o conceito central de individuação, processo em que a natureza singular de um indivíduo deve se revelar e se realizar através do diálogo com o inconsciente.
Texto a ser estudado:
O Desenvolvimento da Personalidade
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Rilke: liberdade a partir do olhar
Professora: Laura Moosburger – http://lattes.cnpq.br/0823356238105721
A proposta do curso é pensar a liberdade tal como sugerida na obra poético-filosófica de Rilke, em contraposição à liberdade tal como conceituada por Heidegger.
Tal contraposição se mostra frutífera pela diferença essencial no modo como cada um deles pensou o lugar do ser humano no Todo, no Ser, e quão decisivo para esta diferença foi a diferença de seus próprios discursos: um lógico discursivo, o outro poético.
Vendo o homem como ser-aí ou ser-no-mundo, Heidegger manteve a antiga estrutura antropocêntrica em que o homem aparece como único ser livre, o único que se encontra aberto no Aberto e vê algo enquanto algo, isto é, compreende ser; o único, enfim, que acompanha o Ser e assim é em sentido profundo, intenso, radical – originário. Esta exclusividade do humano, esta centralidade, Heidegger a ressalta, como é comum a toda História da Filosofia, por uma distinção entre mundo da Natureza e mundo do Espírito, ainda que não explicitamente e por outras palavras; por exemplo, ressaltando o ser humano, como ser-no-mundo ou formador de mundo, por comparação ao ser da pedra e do animal, que segundo ele seriam respectivamente sem mundo e pobre de mundo.
Lendo um trecho de “Mundo, Finitude, Solidão”, podemos observar o caráter central e superior que o discurso de Heidegger acaba conferindo ao ser humano por comparação a um animal:
“A rocha sobre a qual o lagarto se deita não está dada enquanto rocha para o lagarto, de tal modo que ele poderia perguntar por sua constituição mineralógica. O sol sob o qual o lagarto se aquece não está dado em verdade para ele enquanto sol, de tal modo que ele poderia colocar questões e mesmo dar respostas astrofísicas relacionadas com o sol” (Heidegger, Mundo – finitude – solidão, p. 229)
Observamos que o “enquanto” do logos pronunciado pelo filósofo – o enquanto do “algo enquanto algo” – e no qual ele insiste, chega justamente a um impasse ou limite do pensamento que é: assumir que o enquanto do lagarto, sem necessitar de um mundo, linguagem e especulação humanos, é o enquanto de sua vida. Pois é sobre a rocha enquanto rocha (mais rocha que a palavra rocha), e sob o sol enquanto sol, isto é, sendo, durando (enquanto) sol – que o lagarto está aberto, de modo inacessível às pretensões da linguagem humana. Pensando assim, tocamos a questão da liberdade humana, seu ser livre enquanto ser que compreende mundo e forma mundo, como um problema da insegurança do ser humano frente a uma natureza em si livre e independente do ser humano.
Rilke, por sua vez, promove uma virada no modo de pensar, uma virada proclamada por várias correntes do pensamento contemporâneo (como Derrida, que se empenhou em descentralizar o homem e nisso se dedicou a pensar a originalidade e alteridade infinita do ser animal, humano ou não). Uma virada possível de se realizar a partir de um pensamento eminentemente poético, sem as amarras da filosofia discursiva: a virada de descentralizar o homem, superando a lógica do antropocentrismo. O poeta faz isto desenvolvendo uma concepção original do Aberto, em que o homem não apenas não é o único ser livre, que compreende ser e acompanha o Ser, como, ao contrário, em comparação aos animais e aos Anjos, é o mais preso, o que tem a vista mais obnubilada pelo mundo de significados que engendrou, isto é, pela abertura de mundo que sobrepôs à abertura da Natureza. A concepção anunciada poeticamente por Rilke exige, porém, que se abandone a necessidade de argumentos, exige um abandono àquilo que a própria poesia mostra, em seu especial acesso ao Todo.
Assim, lemos na Oitava Elegia:
“Com todos os seus olhos, a criatura vê o Aberto./ Nosso olhar, porém, foi revertido e como armadilha/ se oculta em torno do livre caminho./ O que está além, pressentimos apenas/ na expressão do animal; pois desde a infância/ desviamos o olhar para trás e o espaço livre perdemos,/ ah, esse espaço profundo que há na face do animal” (Rilke, Elegias de Duíno, p. 73).
Rilke parece inverter o antropocentrismo, ao ver no olhar humano – que confere significados (vê algo enquanto algo) a tudo e tudo desterra e transforma e desfigura em seu mundo de significados – um desvio ou turvação de uma existência pura, que podemos pressentir na face profunda do animal, livre.
Em segundo lugar, observamos a diferença no modo de pensamento em que incorrem. O filósofo se move no âmbito de um discurso lógico, argumentativo, comparativo, que tem teses em vista a defender e a vontade de convencer pelo argumento. O poeta irá buscar a liberdade de outros seres que não o ser humano, e uma compreensão do Todo, através de um outro tipo de olhar. Pelo olhar poético, o ser do homem, do gato, da gazela, da pantera, da flor, mostrar-se-ão em sua plenitude, como algo de que o poema só pode se aproximar à medida em que compreende ou reconhece que apenas reflete um ser e uma perfeição que é de outro, que não nasce do centro humano, mas de outros centros, de outras possibilidades de ser, de outras liberdades.
Textos a trabalhar
De Heidegger: o trecho supracitado de “Os Conceitos Fundamentais da Metafísica: mundo, finitude, solidão” (p. 229).
De Rilke:
“As Elegias de Duíno”, primeira e oitava elegias.
“Coisas e Anjos de Rilke”, os seguintes poemas: a morte do poeta; a pantera; a gazela; o anjo; o poeta; gato preto; os flamingos; o leitor; o fruto.
“As Rosas”, o poema completo.
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Liberdade e causalidade natural em Ser e tempo e Sobre a essência da verdade, de Heidegger.
Professor: Marcel Albiero – http://lattes.cnpq.br/6800187317815412
Nosso curso tratará do tema “liberdade” nos textos Ser e tempo e Sobre a essência da verdade, de Martin Heidegger. Questionaremos como pode, sobretudo no segundo texto, Heidegger defender a tese de que o ente chamado Dasein seja essencialmente livre, sem que esta tese entre em contradição com a da sujeição à causalidade do ente chamado natureza. Em outras palavras, o que questionamos é se Heidegger não incorreria na contradição apontada por Kant, na Crítica da razão pura (prefácio da edição B e capítulo das antinomias da razão pura), que caracterizaria a concepção que mantém indistintos os conceitos de coisa em si e fenômeno – contradição que surgiria quando se pretendesse sustentar a existência em simultâneo de um ente livre (ou dotado de uma vontade livre) e de um não-livre (sujeito a causalidade, ao mecanismo natural). Uma vez que a fenomenologia de Heidegger não se vale de tal distinção, considerando os entes todos como fenômenos, como conciliar a existência de um ente livre e de um não-livre no interior do domínio do fenômeno? – Caracterizado o problema, esclareceremos os conceitos de fenômeno, ente, Dasein, natureza e liberdade nos textos aludidos de Heidegger, a fim de mostrar de que maneira o filósofo pode sustentar a “existência” de ambos os entes – Dasein e natureza – sem cair na contradição referida. O decisivo será compreender que, no domínio do fenômeno mesmo, Heidegger identifica uma clivagem fundamental ao qual ele se submete, de modo que, a despeito de serem os entes todos considerados como fenômenos, podem diferir uns dos outros segundo seu modo de ser. Mostraremos então que Heidegger, numa estratégia análoga àquela kantiana da consideração das coisas (entes) como fenômenos ou como coisas em si, postulará uma diferença fundamental entre os modos de ser do ente chamado Dasein e do ente chamado natureza, de maneira que se possa dizer que o Dasein, a despeito de encontrar-se já sempre junto do ente natureza (de ser um ser-no-mundo), pode ser pensado como livre, porque seu modo de ser – a existência – é tal que se distingue de forma radical do modo de ser do ente natureza (Vorhandenheit). Tal como, para Kant, o filósofo necessita qualificar o seu discurso, afirmando se considera as coisas como coisas em si mesmas ou as coisas como fenômenos, o fenomenólogo, ao elaborar sua ontologia, terá de dizer se considera o ser do ente como existência ou como Vorhandenheit, a fim de não se contradizer ao notar que um ente livre “coexiste” com um ente não livre.
Bibliografia
HEIDEGGER, Martin. Sein und Zeit. 13. unveränderte Auf., Tübingen: Max Niemeyer Verlag, 1976.
HEIDEGGER, Martin. Ser e Tempo. (Parte I). Trad.: Márcia Sá C. Schuback, 11.ª ed., Petrópolis: Vozes, 2002.
HEIDEGGER, Martin. Ser e Tempo. (Parte II). Trad.: Márcia Sá C. Schuback, 8.ª ed., Petrópolis: Vozes, 2001.
HEIDEGGER, Martin. Ser y tiempo. Traducción, prólogo y notas de Jorge Eduardo Rivera. Madrid, Trotta, 2003. Disponível em <http://www.heideggeriana.com.ar/textos/ser_y_tiempo.pdf>. Acesso em 25 set. 2007.
KANT, Immanuel. Crítica da razão pura. Trad.: V. Rohden e U. B. Moosburger, 2.ª ed., São Paulo: Abril Cultural, 1983.
TORRES FILHO, Rubens Rodrigues. Dogmatismo e Antidogmatismo: Kant em sala de aula. In: Cadernos de Filosofia Alemã 7, p 67-86, 2001.
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Liberdade e política em Proudhon e Hannah Arendt: o poder nos conselhos, federações e outras experiências de democracia radical.
Professor: Rodrigo Ponce – http://lattes.cnpq.br/6002091497090841
Ementa: A relação entre liberdade e política no pensamento de Proudhon e Hannah Arendt. As contradições da vida política. O contrato ou consentimento. O exercício da palavra como exercício da liberdade.
Objetivos:
- Compreender a oposição entre Autoridade e Liberdade; a definição das formas de governo; e a defesa de uma organização política federativa por Pierre-Joseph Proudhon.
- Compreender a relação entre lei e liberdade; a definição das formas de governo; e a noção de atividade política na teoria de Hannah Arendt.
- Pensar a liberdade como capacidade de firmar acordos, considerando o exercício da palavra e sua relação com a atividade política.
- Avaliar as aproximações e distanciamentos entre os dois autores, bem como a pertinência e atualidade de suas teorias.
Referências:
ARENDT, Hannah. A Promessa da Política. Rio de Janeiro: DIFEL, 2008.
_______________. “Ideologia e Terror”. In: Origens do Totalitarismo. São Paulo: Cia. das Letras, 1989.
PROUDHON, Pierre-Joseph. Do Princípio Federativo. São Paulo: Nu-sol; Imaginário, 2001.
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O Conceito de Liberdade em Ivan Illich
Professor: Claudio Oliver – http://lattes.cnpq.br/6971724696390719
“ A liberdade individual é realizada na independência pessoal”
Ivan Illich – Nêmesis da Medicina
1- A formação e as influências em Illich
- Tomás de Aquino, Jacques Maritain e o pensamento Illichiano
- Cristianismo e Cristandade – Corruptio Optimi Pessima
- A liberdade cristã, o estabelecimento do bem compulsório e a gênese da sociedade administrada
- Conspiratio e liberdade
- Texto base – The Rivers North to Future – Excertos traduzidos.
2- A liberdade como celebração da consciência
- O olhar
- As ferramentas e a cessação da liberdade
- Limites, Renúncia e Sagrado como fundamentos da liberdade em Illich
- Texto base – Celebração da Consciência e A Convivencialidade (excertos)
3- Saúde e Liberdade
- Texto base – Nêmesis da medicina (excertos)
4- Locomoção e liberdade
- Energia e Equidade
5- Necessidades e direitos como restrições à liberdade
- Necessidades – in Dicionário do desenvolvimento Wolfgang Sachs – Editora Vozes
6- A formação do ser humano e a restrição do processo educativo
- Educação como restrição
- Aprendizagem – As restrições do currículo
- Texto Base – Sociedade sem Escolas
7- Philia – A amizade como contexto da liberdade
- hospitalidade e liberdade
- Philia
- Os umbrais e o acolhimento da liberdade
- Excertos e artigos Dissertação – e The rivers North to Future
8- Desenvolvimento e progresso – Inimigos da Liberdade
- Textos de Gustavo Esteva e Wolfgang Sachs – Dicionário do Desenvolvimento
Ementa:
A proposta das aulas seria recriar um ambiente Illichiano de aprendizagem, para tanto alguns elementos simbólicos que lhes eram próprios devem fazer parte da ambientação, entre eles a presença de alimentos em sala de aula, o papel da luz e a ausência de microfones.
As aulas terão caráter dialogal, a estruturas básica seguindo os passos de Introdução ao tema e como este se apresenta pelo autor, discussão e levantamento de questões, recomendação de leitura, e discussão no primeiro terço da aula seguinte.
Um painel de discussão e a elaboração de um mapa conceitual coletivo encerram o módulo.

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